quinta-feira , 16 julho 2026
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China prioriza soja sul-americana e desafia acordo comercial com EUA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago registrou uma semana agitada para a soja, com movimentos de correção e uma dose de cautela no ar. Isso acontece porque a China, mesmo após o acordo comercial com os Estados Unidos, não tem demonstrado compras robustas de soja norte-americana. Em vez disso, os chineses estão optando pela soja da América do Sul, que oferece preços mais competitivos, segundo a consultoria Safras & Mercado. Essa preferência reflete as tensões comerciais persistentes entre Pequim e Washington, impactando diretamente o mercado global. No mês de outubro, as importações chinesas de soja em grão somaram 9,48 milhões de toneladas, um aumento de 17,2% em comparação com o mesmo período de 2024, quando o volume foi de 8,09 milhões de toneladas. Esse crescimento foi impulsionado pelos embarques sul-americanos, destacando como disputas políticas influenciam escolhas econômicas. No acumulado de 2025, as importações atingiram 95,68 milhões de toneladas, com um avanço de 6,4% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Administração Geral da Alfândega da China.

No Brasil, as exportações de soja em grão geraram US$ 2,889 bilhões em outubro, com um volume total de 6,727 milhões de toneladas e um preço médio de US$ 429,40 por tonelada. Comparado a outubro de 2024, houve uma alta de 42,7% na receita média diária e de 42,8% no volume exportado, enquanto o preço teve uma leve queda de 0,1%, conforme informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior. Essa performance positiva para o Brasil ilustra como as dinâmicas políticas internacionais, como a disputa entre China e EUA, beneficiam produtores sul-americanos. No mercado interno brasileiro, a semana viu negócios pontuais, com produtores aproveitando os repiques na Bolsa norte-americana, enquanto o dólar se manteve estável frente ao real, o que desestimulou variações maiores nas cotações. Para jovens interessados em como a política global afeta a economia cotidiana, esses movimentos mostram a interconexão entre acordos internacionais e oportunidades locais.

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