sexta-feira , 9 outubro 2026
Início Economia Cora custa seis vezes mais que hospital privado maior, revela análise
EconomiaOpiniãoPolítica

Cora custa seis vezes mais que hospital privado maior, revela análise

63

Uma análise assinada pelo editor Cristiano Silva expõe discrepâncias expressivas entre os valores investidos no Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás e o preço de um hospital privado que o governo pretende adquirir. O CORA, com 44 mil metros quadrados, alcançou R$ 2,58 bilhões, enquanto a unidade privada, 13% maior e avaliada em R$ 500 milhões, apresenta custo por metro quadrado cerca de seis vezes inferior. O texto questiona a lógica desses números e as consequências da decisão de converter o novo equipamento em hospital de urgências.

Comparação de custos e metragem

O levantamento confronta diretamente os dois projetos. O CORA consumiu recursos públicos muito superiores aos de uma estrutura maior e já pronta no mercado privado. Essa diferença de escala e valor levanta dúvidas sobre a formação de preços e a fiscalização dos contratos.

Henrique Prata aparece como figura ligada à obra do CORA, enquanto o hospital privado envolve o Grupo Oncoclínicas e a Cedro Participações. A análise não aponta irregularidades, mas exige explicações técnicas que justifiquem a variação de custo por metro quadrado.

Consequências da mudança de vocação

A conversão do hospital adquirido em unidade de urgências retira um concorrente direto do mercado oncológico goiano. O texto indaga quem se beneficiaria com essa realocação de recursos e com a redução da oferta privada de tratamento de câncer.

Se um hospital maior custa R$ 500 milhões, por que outro menor alcançou R$ 2,58 bilhões?

Cristiano Silva, editor

O governador Ronaldo Caiado e o vice-governador Daniel Vilela são citados como responsáveis pelas decisões que envolvem o destino do equipamento. A análise ressalta que a medida afeta tanto o equilíbrio de mercado quanto a destinação de verbas públicas.

Perguntas que permanecem

A quem interessa essa canetada?

Cristiano Silva, editor

Essas perguntas merecem respostas.

Cristiano Silva, editor

O artigo conclui que transparência e dados técnicos são indispensáveis para esclarecer a população sobre o uso dos recursos destinados à saúde em Goiás.

Conteúdos relacionados

Keka Bagno (PSOL) eleita deputada distrital com 40.569 votos em 2026

Keka Bagno, do PSOL, foi eleita deputada distrital pela primeira vez na...

Clubes de futebol criticam MP das Bets sem apresentar dados de impacto

O São Paulo exibiu placas de publicidade com mensagens contra a MP...

Leandro Grass pede vigilância contra compra de votos e interferências digitais no DF

O candidato ao governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) afirmou no...

Seis principais candidatos ao DF propõem esporte sem metas ou fontes de financiamento

Uma análise dos planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral mostra...