quinta-feira , 15 janeiro 2026
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CPNU 2 avança com baixa abstenção e ministra projeta concursos bienais

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A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) realizou neste domingo (7) a prova discursiva, oferecendo 3.652 vagas em 32 órgãos públicos. O exame ocorreu em 228 municípios e contou com a participação de cerca de 42 mil candidatos. Segundo dados oficiais, 80% dos inscritos compareceram, resultando em uma abstenção total de 20%, o equivalente a 8,5 mil candidatos que passaram na primeira etapa, em setembro, mas não se apresentaram. Essa taxa é significativamente menor que os 42,8% de ausência na fase inicial e inferior à média de outros concursos. As maiores abstenções foram registradas no Acre (27%), Amazonas (26%), Espírito Santo (26%), Rondônia (26%) e Santa Catarina (26%), enquanto os menores índices ocorreram no Distrito Federal (15%), Piauí (17%) e Rio Grande do Sul (17%). Em entrevista coletiva em Brasília, a ministra da Gestão e Inovação (MGI), Esther Dweck, destacou o sucesso da aplicação, atribuindo a tranquilidade ao planejamento adequado.

Os resultados preliminares da prova discursiva, incluindo o espelho de correção, serão divulgados em 23 de janeiro, com prazo para recursos entre 26 e 27 de janeiro. A lista de aprovados está prevista para 20 de fevereiro, seguida de três chamadas e convocações para cursos de formação ou posse a partir de 16 de março. Outros prazos incluem a caracterização de deficiência e verificação de vagas para pessoas negras, indígenas e quilombolas de 8 a 17 de dezembro, resultado preliminar de títulos em 8 de janeiro e recursos associados nos dias seguintes. Dweck enfatizou que, entre 2023 e 2026, o governo federal convocará 22 mil servidores, excluindo universidades e institutos federais geridos pelo Ministério da Educação. Ela reconheceu que o número é insuficiente diante da saída de 180 mil servidores nos últimos dez anos, mas defendeu o fortalecimento do Estado brasileiro no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ministra propôs a realização do CPNU a cada dois anos para garantir previsibilidade e entrada contínua de novos servidores, inspirado no modelo do Itamaraty. Na segunda etapa, as mulheres representaram 57,1% dos classificados, contra 42,9% de homens, graças à política de equiparação de gênero que equilibra o número de candidatos. Sem essa medida, a proporção seria de cerca de 50% para cada gênero. Dweck avaliou que o CPNU 2 consolida um modelo eficiente de concurso público, contribuindo para a recuperação das capacidades estatais.

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