segunda-feira , 31 agosto 2026
Início Economia Câmara setorial do algodão cobra políticas públicas para impulsionar consumo e competitividade
Economia

Câmara setorial do algodão cobra políticas públicas para impulsionar consumo e competitividade

295

A Câmara Setorial do Algodão realizou sua reunião final de 2025 na última terça-feira, coordenada pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, com participação de associações estaduais como Abapa, Agopa, Ampa, Ampasul, Amipa e Apipa, além de representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e outras entidades. O encontro analisou o balanço da safra 2024/2025, tendências de mercado e propostas de políticas públicas para fortalecer o consumo de algodão no Brasil e no exterior. Piccoli destacou a necessidade de uma agenda coordenada entre governo e setor privado para valorizar a fibra natural, que não representa riscos à saúde nem impactos ambientais duradouros, ao contrário das sintéticas. Ele citou esforços da Abrapa para viabilizar acesso ao Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) ou a uma linha de crédito específica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), visando permitir que produtores honrem compromissos sem vender a preços baixos em meio à volatilidade.

O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, enfatizou a importância de instrumentos como CPR-BNDES ou Pepro para garantir equilíbrio econômico, especialmente com estoques globais elevados e custos financeiros em alta. A entidade protocolou oficialmente a solicitação junto ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, após reunião em Cuiabá. Projeções para a safra 2026 indicam retração de 5,5% na área plantada e 9,9% na produção, totalizando 3,829 milhões de toneladas, influenciada por endividamento e juros altos, conforme alertado por Orcival Guimarães, da Ampa, e Alessandra Zanotto, da Abapa. No front internacional, o Brasil mantém liderança em exportações, com projeção de 33% do mercado global em 2026 e 3,1 milhões de toneladas, tendo China e Índia como principais compradores. Dawid Wajis, da Anea, mencionou incertezas do acordo EUA-China.

Fernando Pimentel, da Abit, apontou desafios como a importação de fios chineses a preços inferiores, comprometendo a competitividade, e o avanço das fibras sintéticas de 37% para 56% do consumo industrial desde 2005. Ele propôs eixos de ação como pesquisa, inovação, competitividade, comunicação, sustentabilidade, articulação institucional e inteligência de mercado para ampliar o uso do algodão. A próxima reunião está marcada para 23 de março de 2026, focando em competitividade e expansão do consumo.

Conteúdos relacionados

Médicos denunciam abusos e atrasos de operadoras de planos de saúde na CLDF

Uma audiência pública na Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs graves desequilíbrios...

Inadimplência de aluguel no DF atinge 2,16% em julho de 2026

A taxa de inadimplência no pagamento de aluguel no Distrito Federal atingiu...

Famílias do Cartão Prato Cheio no DF recebem Cesta Verde automaticamente

Famílias beneficiárias do Cartão Prato Cheio no Distrito Federal passam a ter...

Horta comunitária do Guará transforma terreno abandonado em espaço produtivo para 40 famílias

A horta comunitária do Guará transformou um terreno abandonado e perigoso em...