quinta-feira , 16 julho 2026
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Operação desmantela rede de caça ilegal em Santa Catarina

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Na manhã desta quarta-feira (5), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e a Polícia Militar Ambiental (PMA) deflagraram a Operação “Digitale Jagd” contra 16 suspeitos envolvidos na divulgação e prática de caça ilegal de animais silvestres em Santa Catarina. A ação resultou em seis prisões em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, além do cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em nove cidades do estado: Blumenau, Pomerode, Indaial, Rio dos Cedros, Corupá, Ibirama, Rio Negrinho, Lontras e Laurentino. Os investigados utilizavam grupos em redes sociais e aplicativos de mensagens para compartilhar técnicas de abate, organizar expedições de caça e dar orientações sobre como burlar a fiscalização ambiental. Essa rede também promovia a venda de carne silvestre, a comercialização de cães treinados para caça e negociações de armamento, configurando uma operação criminosa organizada que explorava recursos naturais de forma ilegal.

A investigação teve início a partir de um relatório elaborado pela PMA, que identificou as atividades dos suspeitos por meio de ações de inteligência e patrulhamento em áreas de mata. Durante as buscas, foram apreendidas armas de fogo, resgatados cães submetidos a maus-tratos e desativadas estruturas destinadas à caça ilegal. O nome da operação, “Digitale Jagd” – que significa “caçada virtual” em alemão –, reflete o foco na disseminação online dessas práticas criminosas, visando não apenas apreender materiais relacionados aos delitos, mas também confirmar a autoria dos envolvidos. As investigações prosseguem sob sigilo, o que pode levar a novas revelações sobre o impacto ambiental e as ramificações dessa rede no estado.

Essa operação destaca a importância de monitorar atividades digitais que incentivam crimes contra a fauna, especialmente em um contexto onde jovens usuários de redes sociais podem ser expostos a conteúdos que normalizam práticas ilegais. Autoridades enfatizam que ações como essa contribuem para a preservação da biodiversidade em Santa Catarina, reforçando a necessidade de conscientização sobre leis ambientais entre as novas gerações.

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