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Pesquisa da UnDF sobre recusa à doação de órgãos conquista prêmio ABTO

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Troféu de prêmio ABTO para pesquisa da UnDF sobre doação de órgãos em auditório de Brasília.
Troféu de prêmio ABTO para pesquisa da UnDF sobre doação de órgãos em auditório de Brasília.

Uma pesquisa de mestrado da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs/UnDF) sobre os fatores psicológicos envolvidos na recusa familiar à doação de órgãos conquistou o prêmio Cristina Massarolo durante congressos de transplantes. O estudo, conduzido pelo pesquisador Anderson Galante sob orientação de Leila Göttems e coorientação de Tommy Goto, destacou-se pela análise das percepções e motivações de familiares que optaram por não doar. A premiação ocorreu em março de 2026, em Fortaleza (CE), promovida pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).

Metodologia do estudo

O trabalho adotou uma abordagem fenomenológica, com entrevistas realizadas junto a indivíduos de Amazonas, Bahia, Goiás e Distrito Federal que recusaram a doação de órgãos de entes queridos. A pesquisa explorou as experiências subjetivas desses participantes, identificando padrões nas suas decisões. Esse método permitiu uma compreensão profunda das barreiras emocionais e cognitivas que influenciam a recusa familiar à doação de órgãos.

Principais descobertas

A análise revelou que a desconfiança no sistema de transplantes e o desconhecimento sobre seu funcionamento são os principais fatores por trás das recusas. Muitos participantes expressaram frustração com a falta de informações claras sobre o processo. Essa lacuna de conhecimento contribui para hesitações que impactam diretamente as taxas de doação no Brasil.

O governo não explica como o sistema funciona, apenas faz apelo emocional uma vez por ano para a gente doar órgãos.

Essa citação de um participante ilustra a percepção comum de que as campanhas governamentais são superficiais e insuficientes para educar a população sobre a doação de órgãos.

Impacto e reconhecimento

A pesquisa foi apresentada no congresso de outubro de 2025 e premiada em março de 2026, destacando sua relevância para o campo dos transplantes. O prêmio Cristina Massarolo reconhece contribuições inovadoras que podem melhorar as políticas de saúde pública. Com esse estudo, a Escs reforça a importância de abordagens educativas para reduzir a recusa familiar e aumentar as doações de órgãos no país.

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