segunda-feira , 31 agosto 2026
Início Política Lula afirma que França não impedirá acordo Mercosul-UE e prevê assinatura em 2026
Política

Lula afirma que França não impedirá acordo Mercosul-UE e prevê assinatura em 2026

309

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a França, isoladamente, não possui força política suficiente para barrar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A afirmação veio após o adiamento da assinatura do tratado, inicialmente prevista para a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, no Paraná. Lula relatou conversas com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, que expressaram confiança em uma maioria favorável ao pacto dentro do bloco europeu. Segundo o presidente, von der Leyen demonstrou disposição para assinar o acordo já no início de janeiro, destacando que a resistência francesa não seria capaz de impedir o avanço. Lula aposta na formalização do tratado no primeiro mês da presidência paraguaia do Mercosul, sob o comando de Santiago Peña, em 2026.

O adiamento ocorreu após a Itália se alinhar à França, solicitando mais tempo para negociações e salvaguardas adicionais ao setor agrícola europeu. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, citou pressões de produtores rurais locais relacionadas à distribuição de subsídios. Enquanto isso, o presidente francês Emmanuel Macron reiterou oposição ao acordo sem novas proteções para os agricultores franceses, alegando riscos de concorrência desleal devido a produtos agropecuários mais baratos do Mercosul, produzidos sob regras ambientais distintas. Apesar dessas resistências, países como Alemanha, Espanha e nações nórdicas apoiam o pacto, vendo nele uma oportunidade para reduzir dependência da China, acessar novos mercados e minerais estratégicos, além de contrabalançar tarifas dos Estados Unidos.

Negociado há cerca de 25 anos, o acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, harmonização de regras para bens industriais e agrícolas, investimentos, serviços, propriedade intelectual e padrões regulatórios. A ratificação depende de maioria qualificada no Conselho Europeu, exigindo apoio de pelo menos 15 dos 27 países, representando 65% da população do bloco. Fontes indicam que a conclusão pode ocorrer em 12 de janeiro no Paraguai, com otimismo de que o isolamento francês não prevalecerá, tornando o tratado estratégico para ambas as regiões.

Conteúdos relacionados

Ministério Público Eleitoral defende ação contra fake news contra Cristóvão Tormin em Goiás

O Ministério Público Eleitoral em Goiás emitiu parecer favorável à representação dos...

Projeto de lei propõe três aulas semanais obrigatórias de Educação Física no DF

Um projeto de lei apresentado na Câmara Legislativa do Distrito Federal estabelece...

Kiko Caputo propõe plano de 30 anos para segurança pública no DF

Kiko Caputo, candidato pelo Novo ao Palácio do Buriti, apresentou propostas para...

Evento lúdico na CLDF com 80 crianças falha em proteger fauna do Cerrado

A abertura da Semana da Primeira Infância na Câmara Legislativa do Distrito...