segunda-feira , 31 agosto 2026
Início Esportes Torcedora do Avaí sob investigação: racismo no futebol e as respostas das autoridades
Esportes

Torcedora do Avaí sob investigação: racismo no futebol e as respostas das autoridades

287

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Ana Costa, torcedora do Avaí, proferindo falas racistas e xenofóbicas contra torcedores do Remo durante uma partida da Série B do Campeonato Brasileiro, no estádio Ressacada, em Florianópolis, no último sábado (15). As frases incluíam expressões como “Olha a tua cor”, “Vai de jegue?” e referências depreciativas ao Pará, como “O prefeito não quer aqui em Floripa tu”, aludindo a um vídeo do prefeito Topázio Neto sobre assistência social. O incidente gerou repercussão imediata, com a Polícia Civil de Santa Catarina transferindo o caso para a Delegacia de Repressão ao Racismo e Delitos de Intolerância, onde o delegado Paulo Caixeta afirmou que condutas como essa não serão toleradas em estádios. Além de Ana, outros torcedores envolvidos serão investigados por crimes como racismo, injúria racial e xenofobia, previstos na lei 7.716/1989, com penas que podem chegar a cinco anos de prisão.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) também abriu procedimento pela 40ª Promotoria de Justiça para apurar racismo e xenofobia, com planos de ouvir a torcedora e avaliar medidas que o Avaí pode adotar para prevenir discriminações. O clube Avaí repudiou o ato em nota, suspendendo o acesso da torcedora a eventos e reforçando compromissos com campanhas antirracistas, enfatizando que o futebol deve promover união. Já o Remo classificou as falas como repugnantes e exigiu punições, enquanto federações como a Paraense de Futebol (FPF) e a Catarinense (FCF) lamentaram o ocorrido, acionando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e destacando o papel do esporte na integração social.

A defesa de Ana Costa emitiu nota alegando que o vídeo mostra um recorte isolado de um ambiente tenso, com agressões verbais prévias contra ela, e que a torcedora pediu desculpas públicas, negando preconceitos e se colocando à disposição das autoridades. O caso destaca debates sobre intolerância no Brasil, especialmente em contextos esportivos, e pode influenciar políticas públicas contra discriminação, com o MPSC buscando recomendações para clubes evitarem episódios semelhantes.

Conteúdos relacionados

Projeto de lei propõe três aulas semanais obrigatórias de Educação Física no DF

Um projeto de lei apresentado na Câmara Legislativa do Distrito Federal estabelece...

Festival de Esportes Aéreos encerra primeira edição com sucesso em Brasília

O Festival de Esportes Aéreos (FEA Brasília 2026) encerrou sua primeira edição...

PL associa vitória do Brasil por 2 a 1 ao 22 de Martinelli e ironiza o 13

A vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão,...

Câmara do DF homenageia atletismo no Gama sem anunciar recursos

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou uma sessão solene na tarde...