A Cúpula de Líderes da COP30 inicia hoje em Belém, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando, reunindo 53 chefes de Estado e representantes internacionais para definir o tom das negociações climáticas da ONU. O evento, que se estende até amanhã, foca em compromissos políticos para proteger o meio ambiente e combater as mudanças climáticas, com o Brasil priorizando recursos para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Lula passou o dia anterior em reuniões bilaterais no Museu Paraense Emílio Goeldi, conversando com líderes como o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Sidi Ould Tah, e os presidentes Denis Sassou N’Guesso (República do Congo), Alexander Stubb (Finlândia), Azali Assoumani (Comores), Jennifer Geerlings-Simons (Suriname) e Xiomara Castro (Honduras). Também se encontrou com o primeiro-ministro James Marape (Papua-Nova Guiné), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o vice-primeiro-ministro chinês Ding Xuexiang. Uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron está agendada para hoje, destacando alianças globais.
Durante a cúpula, os líderes discursarão na Plenária Geral a partir das 10h30, com sessões temáticas sobre florestas, oceanos, transição energética e financiamento climático. O TFFF será lançado em um almoço oferecido por Lula, visando arrecadar US$ 25 bilhões de nações desenvolvidas, com US$ 10 bilhões previstos até o fim do ano – o Brasil já aportou US$ 1 bilhão inicial. Lula enfatizou oportunidades para países africanos preservarem ecossistemas sem depender de doações, e Stubb destacou o apoio da Finlândia ao fundo. Paralelamente, Lula participará da cúpula entre a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia na Colômbia a partir de domingo, em meio a tensões crescentes entre EUA e Venezuela.
A escalada inclui ataques dos EUA a 16 barcos na costa venezuelana, resultando em mais de 60 mortes, além do envio de um porta-aviões e autorização para operações da CIA. Líderes como o colombiano Gustavo Petro criticam a abordagem de Donald Trump, que impôs sanções contra Petro e sua esposa. A reunião da Celac estará esvaziada, com apenas 12 chefes de Estado confirmados, refletindo receios de confronto com os EUA.