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Estreia de “Nosso Quadradinho” na TV Câmara é criticada por falta de impacto real

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Televisão sintonizada em programa da TV Câmara em escritório brasileiro
Televisão sintonizada em programa da TV Câmara em escritório brasileiro

A estreia do programa infantil “Nosso Quadradinho” na TV Câmara Distrital, ocorrida na segunda-feira, 7 de julho de 2026, levanta dúvidas sobre sua real capacidade de promover mudanças significativas para crianças e adolescentes do Distrito Federal, apesar das promessas de destacar talentos locais e incentivar o protagonismo juvenil.

Formato interativo enfrenta limitações práticas

O programa, apresentado por Valentina, de 11 anos, e jovens repórteres, adota linguagem leve e colorida para tratar de temas como arte, educação, meio ambiente e direitos das crianças. Com exibições regulares às segundas e quartas-feiras às 18h, além de reprises, a iniciativa conta com o apoio da CLDF, da Secretaria de Educação do DF e parceiros locais, mas seu alcance pode ser restringido pela grade de uma emissora legislativa.

Envolvimento político gera questionamentos

O deputado distrital Max Maciel (PSOL) e a diretora Paula Lima defendem o projeto como forma de democratizar conteúdo de qualidade e aproximar os jovens do controle social. No entanto, críticos apontam que a participação infantil na política pode servir mais a interesses institucionais do que a soluções concretas para problemas estruturais enfrentados pela juventude no DF.

O Quadradinho Literário integra os quadros, mas permanece incerto se o formato será suficiente para superar barreiras de acesso e engajamento real. A transmissão pelo YouTube amplia a visibilidade, porém não substitui políticas públicas mais robustas.

Apesar das intenções declaradas, o programa surge em um contexto de desafios persistentes na educação e cultura locais, sem garantias de impacto duradouro.

Queremos que as crianças se vejam na tela, que elas percebam que têm voz e que o Quadradinho também é delas

Paula Lima

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