A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira, 16 de junho de 2026, o projeto que cria o Parque Distrital Lobo-Guará, uma unidade de conservação de cerca de 1.200 hectares na região do Riacho Fundo II. Apesar do avanço, o texto ainda depende da sanção do governador Ibaneis Rocha e levanta dúvidas sobre a real efetividade da medida diante de pressões urbanas crescentes no Cerrado.
Tramitação deixa ambientalistas em alerta
O projeto, de autoria do deputado Hermeto, passou por pareceres favoráveis nas comissões de Meio Ambiente, Economia e Constituição e Justiça antes de ser votado em plenário. Organizações ambientalistas acompanham o processo com reservas, pois temem que a falta de recursos para fiscalização comprometa a proteção da fauna e flora locais, especialmente do lobo-guará.
Próximo passo depende do governador
Agora o texto segue para análise do governador Ibaneis Rocha, que pode sancionar ou vetar a iniciativa. Enquanto isso, a região segue exposta a ocupações irregulares e à degradação acelerada do bioma, o que torna a demora na implementação uma preocupação central para quem defende a preservação do Cerrado no Distrito Federal.
Essa é uma vitória para a conservação ambiental do DF. O parque vai proteger não só o lobo-guará, mas toda a biodiversidade da região.
Hermeto
Além da criação da unidade, o projeto prevê ações de educação ambiental, pesquisa científica e turismo sustentável. No entanto, sem garantias orçamentárias claras, especialistas alertam que os objetivos de lazer e proteção podem ficar apenas no papel, repetindo falhas de outras áreas de conservação no DF.