Ricardo Cappelli, ex-interventor federal da Segurança Pública do Distrito Federal e pré-candidato ao governo local, detalhou em entrevista ao Jornal de Brasília sua trajetória política, as lições do 8 de janeiro de 2023 e propostas para enfrentar os desafios de segurança e gestão pública na capital. Ele criticou a administração atual do Banco de Brasília e defendeu mudanças estruturais para recuperar a credibilidade da instituição financeira controlada pelo governo distrital.
Experiência como interventor e rumos da segurança
Durante a conversa, Cappelli ressaltou os resultados alcançados no período em que comandou a intervenção federal, com redução de índices de criminalidade em áreas prioritárias. O ex-interventor também avaliou o cenário atual e apontou a necessidade de integração entre as forças de segurança e investimentos em inteligência para manter a estabilidade no Distrito Federal. Ele mencionou a importância de políticas continuadas que envolvam tanto prevenção quanto repressão qualificada.
Propostas para o BRB e gestão pública
Cappelli criticou a condução recente do Banco de Brasília e defendeu auditorias independentes para esclarecer eventuais irregularidades. O pré-candidato sugeriu ainda parcerias com instituições sólidas, como o Banco Master, e maior transparência nas decisões administrativas. Segundo ele, a recuperação do BRB passa por profissionalização da gestão e foco em resultados para a população do Distrito Federal.
Além das questões institucionais, o entrevistado abordou indiretamente o contexto político envolvendo o governador Ibaneis Rocha e a vice-governadora Celina Leão, sem entrar em ataques pessoais. Cappelli afirmou que sua candidatura visa oferecer alternativas baseadas em experiência prática e diálogo com diferentes setores da sociedade brasiliense.