A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira (20) o projeto de lei que institui o piso salarial para tradutores e intérpretes de Libras, definindo o valor em dois salários mínimos para jornadas de 20 horas semanais, mas a iniciativa revela a demora histórica em atender uma categoria essencial para a comunicação de pessoas com deficiência auditiva.
Aprovação após trâmite em comissões
O texto recebeu parecer favorável nas comissões de Constituição e Justiça, Assuntos Sociais e Orçamento antes de seguir para sanção do governador Ibaneis Rocha. Deputado Iolando, do MDB, conduziu a proposta na CLDF com o objetivo declarado de valorizar esses profissionais. Ainda assim, a necessidade de passar por múltiplas etapas burocráticas expõe a lentidão do processo legislativo em temas de inclusão.
Desafios que o piso não resolve
Embora o novo piso busque promover a inclusão social, tradutores e intérpretes de Libras continuam enfrentando condições precárias em muitos órgãos públicos e escolas do Distrito Federal. A jornada limitada a 20 horas semanais pode restringir a renda real desses trabalhadores, mantendo-os em uma situação de instabilidade financeira mesmo após a aprovação. Críticos apontam que a medida chega tarde e não aborda a falta crônica de profissionais capacitados em todo o sistema público.
Essa é uma conquista histórica para os profissionais de Libras, que desempenham um papel fundamental na comunicação e na inclusão social
Deputado Iolando (MDB)