quinta-feira , 16 julho 2026
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Pastor condenado por abusar da fé de fiel em golpe espiritual no DF

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O pastor Marcos Túlio Galdino, de 38 anos, foi condenado pela Justiça do Distrito Federal a indenizar uma fiel de Brasília em R$ 4 mil por danos morais e materiais, além de devolver R$ 930 obtidos de forma indevida. Conhecido como líder do “Ministério Marco Túlio”, com mais de 24 mil seguidores no Instagram e 3 mil inscritos no YouTube, Galdino ganhou notoriedade por profecias dirigidas a fiéis durante cultos e lives. A vítima relatou que, em 27 de março deste ano, o pastor mencionou seu nome em uma transmissão ao vivo e solicitou contato posterior. Por mensagens, ele alegou uma determinação divina para um “propósito” de R$ 777, o que a fiel inicialmente interpretou como R$ 277, complementando depois com R$ 500 via Pix. Dois dias mais tarde, Galdino insistiu em novos pagamentos, citando uma visão em que a filha da vítima seria enterrada, exigindo inicialmente R$ 344, reduzido para R$ 153, sob pressão moral e espiritual.

A Justiça, ao analisar o caso, concluiu que o pastor utilizou artifícios baseados na fé para obter vantagem financeira, explorando a vulnerabilidade psicológica da autora. A 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais majorou a indenização por danos morais de R$ 1 mil para R$ 4 mil, destacando a reprovabilidade da conduta, que incutiu medo por meio de profecias catastróficas. A decisão unânime enfatizou que o abuso da espiritualidade para fraudar gera responsabilidade civil, conforme o Código Civil. A vítima, ao pesquisar sobre o pastor, descobriu uma reportagem de caso similar envolvendo o mesmo valor de R$ 777, o que a levou a denunciar o estelionato na 17ª Delegacia de Polícia em Taguatinga Norte.

Em resposta, Marcos Túlio afirmou que se tratava de um “desafio de fé” voluntário, sem pressão, e que pretendia devolver o dinheiro, embora não o tenha feito no prazo. Ele alegou ter 17 anos de ministério e que esta seria a segunda acusação injusta, minimizando o ocorrido em comparação à sua credibilidade. O caso foi resolvido judicialmente, com o pastor preparando uma petição para encerrar a questão.

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