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Bolsonaro admite tentativa de violar tornozeleira com ferro de solda, revela reportagem

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Uma reportagem do Fantástico revelou detalhes sobre a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Segundo a repórter Delis Ortiz, da TV Globo, o alerta veio do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica do Distrito Federal (Cime) na madrugada de sábado, por volta da meia-noite e sete. Inicialmente, Bolsonaro alegou ter batido o equipamento em uma escada, mas confessou à equipe do Cime que usou uma fonte de calor: “Meti um ferro quente aí”, especificando que era um ferro de solda. Ele admitiu que a ação começou no final da tarde. Imagens inéditas mostraram a tornozeleira queimada, com marcas de queimadura em toda a circunferência, embora a pulseira parecesse intacta. O equipamento foi trocado imediatamente e enviado para perícia no Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou o incidente como intenção de fuga, levando à prisão preventiva.

O sistema de monitoramento eletrônico no Brasil opera 24 horas por dia, com centros como o Cime em cada estado, supervisionando mais de 170 mil tornozeleiras em uso, conforme dados do primeiro semestre de 2025. Cada dispositivo inclui GPS, modem e cartões de duas operadoras para evitar falhas de sinal, emitindo alertas em tempo real para violações ou saídas de áreas permitidas. A diretora do Cime, Ivani Matos Sobrinho, explicou que o foco não é tornar o equipamento inquebrável, mas garantir o cumprimento de regras judiciais. Qualquer tentativa de violação aparece imediatamente na central, e alertas diários são comuns, mas fugas reais são raras, segundo o secretário de administração penitenciária do DF, Wenderson Souza e Teles. A tecnologia, inspirada em uma história em quadrinhos dos anos 1970, começou a ser usada no Brasil em 2010.

Bolsonaro usava a tornozeleira desde 18 de julho, por determinação de Alexandre de Moraes, após pedido da Polícia Federal (PF) e apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), citando ações do deputado Eduardo Bolsonaro para influenciar o governo dos Estados Unidos. O ex-presidente chamou o dispositivo de “símbolo da máxima humilhação” em 21 de julho de 2025. Relatório da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) confirmou sinais claros de avaria, e violações como essa levam a comunicações imediatas ao judiciário para medidas como regressão de regime ou prisão.

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