Policiais penais do Distrito Federal romperam o silêncio e denunciaram a criação de uma verdadeira indústria de procedimentos administrativos disciplinares dentro da Secretaria de Administração Penitenciária. Segundo os servidores, a SEAPE utiliza PADs e remoções como instrumentos de punição contra quem critica a gestão ou adota posições consideradas incômodas.
Denúncias revelam padrão de perseguição
A cúpula da pasta estaria transformando processos disciplinares em ferramenta de controle. Relatos indicam que servidores passam a ser vistos como alvos logo após questionarem decisões administrativas ou apontarem falhas operacionais.
Esse ambiente de pressão constante leva muitos policiais penais a aceitarem termos de ajustamento de conduta. O motivo não é o reconhecimento de irregularidades, mas o temor de que a continuidade do PAD resulte em penalidades mais graves.
TACs viram instrumento de coerção
Os servidores afirmam que o procedimento disciplinar deixou de servir para apurar a verdade. Em vez disso, funciona como mecanismo de coerção que desestimula qualquer manifestação contrária à orientação da secretaria.
A prática descrita atinge especialmente aqueles que mantêm posicionamentos críticos em relação a remoções e lotações. O resultado é um clima de insegurança que compromete a rotina de trabalho e a própria independência funcional dos policiais penais.