A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) enfrenta dificuldades estruturais em várias de suas unidades de atendimento, o que compromete o suporte à população em situação de vulnerabilidade. Unidades como o NAJ Recanto das Emas, NAJ Custódia, NAJ Águas Claras, NAJ Santa Maria e o Nuclão operam com restrições de espaço, infiltrações e subsolos inadequados, gerando filas e atrasos no acolhimento. O crescimento da demanda por serviços jurídicos gratuitos não foi acompanhado por investimentos em infraestrutura, segundo relatos de servidores.
Condições inadequadas afetam o dia a dia
As equipes trabalham em ambientes com capacidade excedida, o que dificulta o fluxo de atendimentos e a privacidade dos assistidos. Infiltrações em tetos e paredes criam riscos à saúde dos servidores e dos usuários que frequentam as unidades diariamente. A falta de reformas adequadas agrava a situação em locais que já operam além do limite projetado originalmente.
Demanda social supera investimentos
O aumento populacional em regiões administrativas do Distrito Federal elevou a procura por assistência jurídica, especialmente em casos de família, direitos do consumidor e benefícios previdenciários. Sem ampliação física ou modernização dos espaços, o atendimento enfrenta gargalos que afetam diretamente quem mais precisa dos serviços da DPDF.
Temos equipes comprometidas, mas que atuam, muitas vezes, em condições inadequadas. A estrutura atual não acompanha o crescimento das demandas sociais, o que exige um olhar atento para a necessidade de melhorias e investimentos
Reinaldo Rossano
O defensor público-geral Reinaldo Rossano destacou que os profissionais mantêm o compromisso com a população, porém alertou para a necessidade urgente de recursos que permitam adequar as instalações. A situação reflete um desafio comum em órgãos públicos que lidam com direitos fundamentais em um cenário de expansão urbana acelerada.