A audiência pública realizada ontem na Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs novamente a negligência prolongada do poder público diante do conflito fundiário no assentamento Nova Jerusalém, em São Sebastião, onde cerca de 1.200 famílias permanecem há mais de 20 anos sem titulação definitiva ou infraestrutura básica.
Conflito fundiário arrasta-se por décadas
Representantes do GDF, Terracap, Adasa, Caesb, MPDFT e Defensoria Pública participaram da reunião no Plenário 2 da CLDF, transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital e pelo YouTube da Casa. Apesar da presença de associações de moradores e da deputada Hermeto, o encontro evidenciou a lentidão histórica em resolver a insegurança jurídica que afeta gerações inteiras no local.
Reunião revela urgência ignorada
Os órgãos envolvidos apresentaram propostas de regularização fundiária e urbanização, mas o foco negativo recai sobre a ausência de soluções concretas após tanto tempo. Moradores denunciam a falta de água, esgoto e pavimentação, enquanto o poder público acumula reuniões sem avanços palpáveis para as famílias.
Precisamos avançar na regularização desse assentamento. As famílias vivem há décadas em situação de insegurança jurídica e sem a infraestrutura mínima. É hora de o poder público apresentar soluções definitivas.
deputada Hermeto
O evento reforça a frustração coletiva com a demora em garantir direitos básicos a quem já reside no assentamento por tanto tempo, mantendo o impasse fundiário como marca de ineficiência estatal.