A Vila do Pequenino Jesus, no Lago Sul em Brasília, completou 17 anos no sábado, 15 de agosto de 2026. A instituição abriga atualmente 104 pessoas com deficiência neurológica e física, a maioria sem referências familiares, e oferece estrutura completa de cuidados de saúde, alimentação e qualidade de vida por meio de doações, parcerias com o Governo do Distrito Federal e trabalho de voluntários.
A trajetória de expansão
Fundada em 2009 no Rio de Janeiro por Jorge Deister, conhecido como Jorginho, a vila começou com cinco acolhidos. Após a transferência para Brasília, o coordenador ampliou o atendimento por meio de visitas regulares a hospitais da capital. “Quando eu comecei a fazer visita aos hospitais de Brasília (…) a gente começou a ver que a gente não ia ficar limitado a cinco. A gente começou a crescer, crescer”, afirmou Deister. A esposa dele, Cássia, atua como fisioterapeuta e integra a equipe responsável pelo acompanhamento individualizado.
Produção própria e apoio comunitário
Para garantir dignidade aos acolhidos, a instituição produz cerca de 400 fraldas por dia e organiza mutirões mensais que reúnem aproximadamente 300 voluntários. “Eu comecei a pensar, puxa vida, ficar comprando fralda pro resto da vida, eu não vou aguentar”, relatou o coordenador. “E começamos a fabricar fralda. E hoje isso aí virou, graças a Deus, uma coisa importantíssima pra gente”, completou. O apoio do GDF e as doações permitem liberar leitos hospitalares e manter a rotina de cuidados permanentes.
Deister destaca ainda a importância de incluir os acolhidos na sociedade. “Eu gosto muito disso hoje, levar eles ao shopping para ver (…) pra sociedade notar que as lojas têm que estar adaptadas”, disse. A instituição segue dependendo de voluntários e parcerias para sustentar suas atividades nos próximos anos.