O cooperativismo no estado da Bahia registrou um crescimento impressionante em 2024, com movimentações financeiras superando R$ 9,3 bilhões, o que representa um aumento de 20% em relação ao ano anterior, conforme dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025. Esse avanço se reflete em 422.905 cooperados e na geração de 3.346 empregos diretos, destacando o modelo como uma força econômica resiliente. Do quadro social, 85,8% são pessoas físicas e 14,2% jurídicas, com 58 cooperativas atuando há mais de 20 anos no mercado. A distribuição por sexo mostra que os homens representam 55% dos cooperados, com um aumento de 2,2% em comparação a 2023, baseado em uma amostragem de 200 cooperativas. Os ramos com maior presença masculina incluem Crédito, Saúde, Trabalho, Produção de Bens e Serviços e Agropecuário, sendo este último o mais representativo, com 9.948 cooperados, 35 cooperativas e R$ 2,9 bilhões em ativos.
No panorama nacional, o cooperativismo está presente em 64% do território brasileiro e alcançou 25,8 milhões de cooperados em 2024, um crescimento de 66% desde 2019, além de gerar mais de 578 mil empregos diretos, com 52% de participação feminina entre os trabalhadores. Moacir Oliveira, coordenador comercial da Frísia Cooperativa Agroindustrial no Tocantins, enfatiza como o modelo ajuda produtores a enfrentar instabilidades no mercado agropecuário, por meio de negociações coletivas que melhoram condições comerciais e poder de barganha. Já Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (Sistema OCB), ressalta a resiliência do setor, que movimentou R$ 757,9 bilhões, com um aumento de 9,5% ante 2023, contribuindo para o fortalecimento das economias locais em todo o país.