A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal enviou um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitando uma avaliação médica para o ex-presidente Jair Bolsonaro antes que ele inicie o cumprimento de uma pena de 27 anos e três meses de prisão. O pedido, mantido em sigilo e encaminhado na segunda-feira (3/11), visa verificar se Bolsonaro tem condições de ser detido no Complexo Penitenciário da Papuda, considerando seu histórico de saúde. O secretário Wenderson Souza e Teles destacou a necessidade de examinar o quadro clínico do ex-presidente, incluindo cirurgias abdominais passadas, crises recorrentes de soluços durante o período em prisão domiciliar e um diagnóstico recente de câncer de pele em fase inicial, conhecido como carcinoma de células escamosas “in situ”. Essa medida surge em meio à expectativa de que o recurso apresentado pela defesa de Bolsonaro contra a condenação por tramar um golpe de Estado seja julgado a partir de sexta-feira (7/11), com chances de rejeição e possibilidade de prisão ainda neste mês.
Após o julgamento dos recursos, caberá a Alexandre de Moraes decidir o local onde Bolsonaro cumprirá a pena. A opção mais provável é que ele seja inicialmente levado para uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. No entanto, se a perícia médica identificar problemas graves de saúde, o ex-presidente poderá permanecer em regime de prisão domiciliar. O documento enfatiza a compatibilidade do quadro clínico de Bolsonaro com a assistência médica e nutricional disponível nos estabelecimentos prisionais do DF. Até o momento, não houve respostas oficiais da Secretaria de Administração Penitenciária do DF ou do STF sobre o pedido, que foi reportado com base em informações da Agência Estado. Essa situação adiciona um novo capítulo à trajetória política de Bolsonaro, mantendo o foco na saúde como fator decisivo em seu futuro imediato.