O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (10) o fim do shutdown, a paralisação governamental que durou 41 dias e se tornou a mais longa da história do país. Essa crise, causada pela falta de acordo entre republicanos e democratas sobre o orçamento, resultou no cancelamento de mais de mil voos e atrasos em quatro mil outros, além de afastar funcionários públicos, interromper salários e afetar a distribuição de ajuda alimentar como o Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP). Para jovens que planejam viagens, especialmente com o feriado de Ação de Graças se aproximando em 27 de novembro, isso significa alívio no tráfego aéreo, que estava ameaçado pela ausência de controladores. O acordo, que agora segue para a Câmara dos Representantes e depois para sanção do presidente Donald Trump, reverte demissões em massa e garante financiamento para benefícios essenciais por um ano.
O destravamento ocorreu após democratas, como as senadoras Maggie Hassan e Jeanne Shaheen de New Hampshire, e o independente Angus King do Maine, intermediarem negociações. No entanto, analistas veem isso como uma capitulação democrata, já que eles desistiram de condicionar o voto a uma extensão imediata dos subsídios da Lei de Cuidados Acessíveis (Affordable Care Act), uma prioridade do partido. Em troca, republicanos concordaram em votar sobre o tema em dezembro. O líder democrata Chuck Schumer votará contra a medida, enquanto o senador republicano Thom Tillis destacou que a pressão crescente, incluindo riscos econômicos como um possível crescimento negativo no quarto trimestre, acelerou o consenso.
Enquanto isso, Trump usa sua rede Truth Social para criticar os subsídios de saúde, propondo pagamentos diretos a indivíduos em vez de benefícios para seguradoras, o que poderia elevar prêmios mensais para planos do Obamacare em 2026. Críticos como o democrata Adam Schiff alertam que isso enfraqueceria proteções para condições pré-existentes. Com o secretário do Tesouro Scott Bessent e o senador Lindsey Graham afirmando que negociações sobre saúde só virão após a reabertura do governo, o foco agora é na votação na Câmara nesta quarta-feira (12), que pode finalmente normalizar serviços e evitar mais transtornos para a economia e o dia a dia dos americanos.