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Trump critica rodovia no Pará e governador rebate com convite para COP 30

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais para criticar a construção da Avenida Liberdade, uma rodovia que atravessa uma área de floresta no Pará, estado que sedia a COP 30. Em postagem neste domingo (9), Trump afirmou que a obra devastou a floresta amazônica para criar uma via de quatro pistas destinada a ambientalistas, chamando-a de “grande escândalo”. A rodovia, no entanto, não tem ligação direta com a conferência climática da ONU, segundo o governo brasileiro. Em resposta, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), rebateu na mesma plataforma, sugerindo que Trump deveria focar em soluções contra as mudanças climáticas em vez de atacar estradas. Barbalho destacou a redução histórica no desmatamento da Amazônia, com o Pará registrando uma queda de 12,4% no último ciclo anual e 60% acumulada desde 2021, conforme dados do Prodes/Inpe. Ele ainda convidou Trump para a COP 30, que começa nesta segunda-feira (10) em Belém, prometendo um tacacá como recepção e criticando a ausência dos EUA no evento.

A polêmica ressalta o isolamento americano nas discussões climáticas globais, já que Trump, ao retornar à Casa Branca, retirou novamente os EUA do Acordo de Paris e bloqueou políticas de energia renovável. Autoridades confirmaram que não haverá representantes de alto escalão dos EUA na COP 30, contrastando com os esforços do Pará para atrair investimentos verdes e parcerias internacionais. Enquanto isso, a Avenida Liberdade avança com 65% de execução, segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra), com previsão de conclusão no final deste semestre. A obra deve suprimir 72 hectares de floresta, e o governo promete indenizações às famílias impactadas, embora uma ação civil pública da Defensoria Pública do Estado questione a consulta às comunidades e peça reparação por danos socioambientais.

A Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) afirma que a licença ambiental foi concedida após audiências públicas e rigoroso processo de licenciamento, com monitoramento contínuo dos impactos. Moradores locais, como Emanuela Cardoso, expressam desejo por progresso digno, sem interrupções. Essa troca entre Trump e Barbalho expõe tensões entre negacionismo climático e ações ambientais concretas, em um momento chave para o debate global sobre o futuro do planeta.

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