O cenário internacional ganhou contornos mais positivos com a trégua comercial de um ano firmada entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, que inclui ajustes em tarifas e a retomada gradual das trocas bilaterais. Essa decisão surge em meio a um ambiente de incertezas geopolíticas, mas pode aliviar tensões que afetam o comércio mundial. Paralelamente, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) dos EUA reduziu a taxa de juros dos fundos federais em 25 pontos-base, fixando-a no intervalo de 3,75% a 4,00%, como previsto pelo mercado. No entanto, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, destacou que um novo corte em dezembro não é garantido, o que mantém investidores atentos às próximas movimentações econômicas.
No Brasil, o mercado de trabalho demonstra resiliência apesar da volatilidade externa, com o real registrando uma leve valorização de 0,18% na última semana, fechando a R$ 5,3795 – o oitavo melhor desempenho entre 24 moedas emergentes. O Rabobank projeta que o dólar termine 2025 em torno de R$ 5,55, influenciado pelo diferencial de juros entre Brasil e EUA e pelo enfraquecimento global da moeda americana. Internamente, o IGP-M caiu 0,36% em outubro, impulsionado pela baixa nas commodities agrícolas que pressionaram o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Já o resultado fiscal do Governo Central em setembro apontou um déficit de R$ 14,5 bilhões, com receitas em crescimento modesto e despesas elevadas, enquanto o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 17,5 bilhões e a dívida bruta subiu para 78,1% do PIB, sinalizando desafios persistentes na gestão orçamentária.