Distrito Federal registra queda de 96% nos casos de dengue em 2025
O Distrito Federal (DF) alcançou uma redução impressionante de 96% nos casos prováveis de dengue no ano epidemiológico de 2025, em comparação com 2024. Essa conquista resulta de esforços intensos da Secretaria de Saúde (SES-DF) e da Vigilância Ambiental, que implementaram estratégias inovadoras para combater o mosquito transmissor. A diretora Juliane Maria Alves Siqueira Malta destacou o papel fundamental do monitoramento contínuo e da atualização do plano de contingência para arboviroses.
Estratégias de combate à dengue no DF
A SES-DF realizou visitas a 1,8 milhão de residências, promovendo ações como borrifações e instalação de estações de larvicidas. Além disso, foram utilizadas ovitrampas para monitoramento de ovos e drones para mapear focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Outra medida inovadora foi a liberação de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão do vírus da dengue.
Impacto na população e foco em grupos vulneráveis
Os residentes do DF, especialmente adultos jovens entre 20 e 29 anos, foram os mais beneficiados por essas iniciativas, com uma diminuição significativa nos registros de casos. A vigilância epidemiológica contínua permitiu uma resposta rápida e eficaz, melhorando a qualidade dos dados e ampliando a capacidade do sistema de saúde local. Servidores da Vigilância Ambiental atuaram diretamente nas comunidades, incentivando a participação ativa da população no controle de criadouros.
Motivações e perspectivas futuras
A motivação principal foi o aprimoramento do plano de contingência para arboviroses, visando um monitoramento mais preciso e atualizado. Essa abordagem não apenas reduziu os casos de dengue, mas também fortaleceu a infraestrutura de saúde pública no DF. Com o encerramento do ano epidemiológico de 2025, as autoridades planejam manter essas estratégias em 2026 para sustentar os ganhos obtidos.
Conclusão e lições aprendidas
A queda de 96% nos casos prováveis de dengue demonstra a eficácia de ações integradas entre governo e comunidade no Distrito Federal. Essa experiência pode servir de modelo para outras regiões do Brasil enfrentando desafios semelhantes com arboviroses. A continuidade do uso de tecnologias como drones e Wolbachia promete um futuro com menor incidência da doença, beneficiando a saúde coletiva.