quinta-feira , 16 abril 2026
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Preços do café batem recordes em 2025 sob impacto de tarifas dos EUA e clima adverso

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Os preços do café arábica atingiram patamares históricos no início de 2025, com a média em fevereiro chegando a R$ 2.565,41 por saca, corrigida pelo IGP-DI, segundo dados do Cepea. Esse cenário foi impulsionado por restrições de oferta, condições climáticas desfavoráveis e incertezas internacionais. Apesar da expectativa inicial de uma safra brasileira ligeiramente maior que a anterior, o primeiro trimestre registrou atrasos nas chuvas no final de 2024, seguidos de calor intenso e baixa precipitação entre fevereiro e março nas principais regiões produtoras, o que comprometeu o enchimento dos grãos e limitou a produtividade. A Conab estimou uma produção de 56,5 milhões de sacas, volume insuficiente para recompor estoques globais ajustados. No âmbito internacional, a menor produção de robusta no Vietnã e as incertezas sobre a safra brasileira sustentaram as cotações elevadas ao longo do ano, mesmo com uma demanda global firme que só arrefeceu no segundo semestre, especialmente no mercado doméstico.

Os preços do arábica mantiveram-se acima de R$ 2.000 por saca durante quase todo o ano, exceto em julho, quando o avanço da colheita aumentou temporariamente a oferta. A partir do final daquele mês, as cotações subiram novamente devido ao anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil, elevando a taxa total para 50% – somando 40% adicionais aos 10% de abril. Essa medida, que vigorou até novembro, deu novo impulso aos preços ao ser retirada. No mercado de robusta, os preços também registraram recordes em fevereiro, mas a boa safra brasileira e a produção vietnamita acima do projetado geraram volatilidade, com pressões descendentes ao longo do ano. Nos meses finais, novas incertezas climáticas no Brasil e no Vietnã mantiveram a instabilidade. De acordo com o Cepea, o mercado cafeeiro demonstrou sensibilidade a choques climáticos, estoques ajustados e fatores geopolíticos, que continuam como variáveis-chave para a formação de preços.

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