De acordo com o Cepea, em relatório divulgado em 15/12/2025, a baixa eficiência reprodutiva representa um dos principais entraves ao crescimento da bovinocultura de corte no Brasil. Esse fator limita não apenas a expansão do setor, mas também sua competitividade no mercado global. Para superar essa barreira, especialistas destacam a importância de técnicas que promovam um maior controle reprodutivo sobre o rebanho, o que pode beneficiar grandemente a pecuária como um todo. Entre essas abordagens, a definição de uma estação de monta (EM) surge como uma opção acessível e eficaz, especialmente por não demandar altos investimentos iniciais. Essa estratégia permite uma gestão mais organizada do ciclo reprodutivo, alinhando os partos e o manejo do rebanho de forma sazonal, o que contribui para otimizar recursos e aumentar a rentabilidade das operações pecuárias.
A implementação da estação de monta envolve a concentração das atividades reprodutivas em períodos específicos do ano, facilitando o monitoramento e o planejamento da produção. Como apontado no relatório do Cepea, essa técnica aborda diretamente a questão da baixa eficiência reprodutiva, que afeta a produtividade geral da bovinocultura de corte. Ao adotar essa prática, os produtores podem reduzir perdas associadas a ciclos reprodutivos irregulares, melhorando indicadores como taxa de natalidade e ganho de peso dos bezerros. Além disso, o controle reprodutivo aprimorado pode levar a uma maior sustentabilidade no setor, com impactos positivos na economia rural. O Cepea enfatiza que, ao investir em tais métodos, a pecuária brasileira ganha ferramentas para elevar sua eficiência sem a necessidade de recursos financeiros elevados logo no início, pavimentando o caminho para um crescimento mais robusto e rentável.
Embora a estação de monta seja uma técnica inicial de baixo custo, sua adoção pode ser o primeiro passo para inovações mais avançadas na gestão reprodutiva. O relatório do Cepea reforça que superar a baixa eficiência reprodutiva é essencial para o avanço da bovinocultura de corte, beneficiando produtores, consumidores e a cadeia produtiva como um todo. Essa abordagem não só impulsiona a produtividade, mas também fortalece a rentabilidade, posicionando o setor como um pilar mais sólido da economia agrícola nacional.