Imagine um cavalo galopando a toda velocidade por uma pista nevada, guiado por um cavaleiro, enquanto um esquiador, preso a uma corda, desvia de obstáculos, passa por portões de slalom e salta até dois metros de altura. Esse é o skijoring, um esporte de inverno que combina coragem, velocidade e a parceria entre humanos e animais, nascido como meio de transporte entre povos nórdicos e hoje um espetáculo radical nos Estados Unidos. No skijoring equestre, a equipe inclui cavalo, cavaleiro e esquiador, que segura uma corda similar à do esqui aquático para completar o percurso no menor tempo possível, atingindo velocidades de 48 a 64 km/h. A técnica exige habilidade para controlar os esquis em terreno instável, manter o equilíbrio e realizar manobras precisas, tornando-o um desafio de alto risco perfeito para quem busca emoção na neve.
O termo “skijoring” vem do norueguês, significando “condução de esqui”, com origens no povo Sami que usava renas para locomoção. Após a Segunda Guerra Mundial, soldados americanos levaram a prática para os EUA, incorporando elementos de rodeio em estados como Colorado, Utah, Wyoming e Minnesota. Eventos prestigiados incluem o de Leadville, no Colorado, o de Heber Valley, em Utah, o Little Jennie Ranch, em Wyoming, e o Canterbury Park, em Minnesota, organizados pela Skijor USA. Esses campeonatos atraem multidões com atmosferas festivas, misturando competições e entretenimento, e destacam variações como o skijoring com cães, embora a versão equestre seja a mais tradicional e adrenalinada.
Para os jovens fãs de esportes extremos, o skijoring oferece não só velocidade e saltos, mas um espetáculo próximo ao público, unindo tradição escandinava com o espírito cowboy americano em circuitos que parecem uma fusão de rodeio e corrida de esqui.