Enquanto líderes globais se reúnem em Belém para a COP 30, discutindo estratégias contra a crise climática, iniciativas comunitárias na região metropolitana de Belo Horizonte já estão promovendo ações concretas para preservar o meio ambiente e recuperar áreas degradadas. A Associação Nossa Cidade (ANC), um fundo comunitário criado por voluntários em 2019 após o rompimento da barragem de Brumadinho, oferece apoio financeiro de até R$ 3 mil para projetos socioambientais. Não é necessário pertencer a uma organização formal: basta cadastrar a ideia no site da associação, onde um grupo de curadores avalia as propostas mensalmente. Júlia Espeschit, mestre em administração pública e associada da ANC, destaca que o fundo é alimentado por doações de pessoas físicas preocupadas com questões ambientais, enfatizando que “a força do coletivo é o que nos permite caminhar na direção da sociedade que queremos”.
Desde sua criação, o fundo aprovou 135 projetos e distribuiu mais de R$ 400 mil, fomentando ações que reduzem os impactos das mudanças climáticas na Grande BH. Para quem quer contribuir individualmente, Espeschit sugere práticas acessíveis, como plantar árvores em mutirões comunitários, especialmente na primavera, ou fortalecer o comércio local para desenvolver bairros de forma sustentável. Outras ideias incluem separar resíduos recicláveis, mesmo sem coleta seletiva, incentivando vizinhos a formar parcerias com cooperativas, e adotar o consumo consciente por meio de reutilização, trocas ou bancos de objetos compartilhados entre amigos e familiares. Além disso, atuar como educador ambiental, promovendo ações em escolas ou comunidades, pode engajar mais pessoas na preservação do planeta, mostrando que pequenas atitudes locais dialogam com desafios globais.
Essas iniciativas demonstram como jovens e comunidades podem transformar realidades socioambientais sem depender apenas de grandes acordos internacionais, incentivando a participação ativa para uma regeneração coletiva que não deixa ninguém para trás.