quarta-feira , 17 junho 2026
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Avanços na citricultura gaúcha revelam oportunidades e desafios para produtores locais

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O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado recentemente, destaca progressos no cultivo de citros em diversas regiões do Rio Grande do Sul, o que pode interessar jovens interessados em economia rural e sustentabilidade. Em Caxias do Sul, a poda de limpeza já foi concluída na maioria das plantas, com bom pegamento de frutos, enquanto em Guaporé prosseguem os tratamentos contra pragas como ácaro-da-falsa-ferrugem, larva-minadora e mosca-das-frutas. Na região administrativa de Lajeado, que inclui municípios como Bom Princípio, Harmonia, Pareci Novo, São Sebastião do Caí e São José do Hortêncio, a safra de bergamota Murcott chegou ao fim, com preços variando entre R$ 60,00 e R$ 80,00 por caixa de 25 quilos, dependendo da localidade. Já a safra de laranja Valência avança, mas os valores recebidos pelos produtores continuam baixos, oscilando de R$ 20,00 a R$ 40,00 para consumo in natura e R$ 10,00 a R$ 15,00 para a indústria, o que reflete desafios no mercado.

A produção de lima ácida ou limão Tahiti mantém um ritmo estável, com 85% da safra colhida em Bom Princípio e preços ao redor de R$ 70,00 por caixa em vários municípios, variando ligeiramente para R$ 60,00 a R$ 70,00 em São Sebastião do Caí, onde a colheita é contínua. O boletim ainda ressalta a intensa floração das plantas cítricas, com bom pegamento de frutos, gerando otimismo entre apicultores pela perspectiva de maior produção de mel, especialmente em São José do Hortêncio, onde a previsão de produtividade se mantém apesar de quedas de flores em variedades como laranja do Céu e Valência.

Na região de Erechim, a colheita de laranjas segue intensa, com cerca de 70% já retirados das lavouras e produtividade média de 35 toneladas por hectare, enquanto os preços ao produtor chegam a R$ 800,00 por tonelada para a indústria e R$ 1.000,00 in natura, atraindo compradores de São Paulo e Paraná. Em Passo Fundo, variedades precoces de pêssego iniciam a colheita, e as tardias avançam no desenvolvimento, com a manutenção da florada indicando uma boa safra futura, o que pode impulsionar discussões sobre políticas agrícolas para jovens empreendedores no setor.

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