quinta-feira , 2 julho 2026
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Seminário na CLDF expõe falhas na paridade de gênero e avanço da violência política

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Plenário vazio da CLDF simbolizando falhas na paridade de gênero e violência política
Plenário vazio da CLDF simbolizando falhas na paridade de gênero e violência política

O seminário “Direito Eleitoral Contemporâneo: Representação Política e Integridade Eleitoral” começou na Câmara Legislativa do Distrito Federal em 1º de julho de 2026, destacando problemas persistentes como a violência política e a influência de fake news em um ano de eleições municipais. Juristas, advogados, magistrados e parlamentares, incluindo o deputado Wellington Luiz (MDB), o ministro do TSE André Ramos Tavares e a professora da UnB Luciana Dias, participam de painéis presenciais transmitidos ao vivo pela TV Câmara Distrital e pelo canal da CLDF no YouTube. O evento busca debater paridade de gênero, financiamento de campanhas e democracia, mas revela falhas estruturais que ainda ameaçam a representatividade real.

Debates expõem fragilidades na paridade de gênero

Durante as discussões, especialistas alertaram para a insuficiência das cotas de gênero sem medidas concretas contra a violência política. A professora Luciana Dias ressaltou que avanços formais não se traduzem em igualdade efetiva, especialmente em um cenário onde candidatas enfrentam agressões crescentes. Parlamentares presentes criticaram a lentidão de reformas que poderiam fortalecer a integridade eleitoral, apontando riscos de retrocesso nas próximas votações.

Fake news e financiamento ameaçam a democracia

Os painéis também abordaram o impacto das fake news e irregularidades no financiamento de campanhas, temas que ganham urgência com a proximidade das eleições municipais. Magistrados e advogados destacaram que a CLDF cumpre seu papel ao promover esses debates técnicos, porém os desafios permanecem sem soluções imediatas. A transmissão ao vivo ampliou o alcance, mas não diminuiu as preocupações com a manipulação de informações e recursos eleitorais.

Precisamos avançar na paridade real, não apenas formal. As cotas são importantes, mas não suficientes sem o combate efetivo à violência política

Luciana Dias

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