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Distrito Federal registra aumento de 24,55% em acidentes com animais peçonhentos em 2025

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O Distrito Federal registrou um aumento alarmante de 24,55% nos acidentes com animais peçonhentos em 2025, totalizando 5.549 casos, em comparação ao ano anterior. A maioria desses incidentes ocorreu em áreas urbanas e envolveu escorpiões, com um pico nos quatro últimos meses do ano. Esse crescimento, divulgado pela Secretaria de Saúde do DF nesta quinta-feira (12), destaca a necessidade de maior conscientização sobre os riscos e medidas preventivas.

Aumento nos casos e distribuição geográfica

Os acidentes com animais peçonhentos afetaram principalmente moradores de regiões urbanas no Distrito Federal ao longo de 2025. Escorpiões foram os principais responsáveis, impulsionados pelo deslocamento desses animais para áreas habitadas. A Secretaria de Saúde do DF enfatiza que a urbanização e fatores ambientais contribuíram para essa tendência.

Fatores ambientais e sazonalidade

Queimadas e o início do período chuvoso foram os principais motivos para o aumento nos acidentes, favorecendo a migração de animais peçonhentos para zonas residenciais. O pico registrado nos últimos quatro meses de 2025 coincide com essas condições climáticas adversas. Especialistas alertam que tais eventos ambientais podem se repetir, exigindo vigilância contínua da população.

Atendimento médico e orientações

A rede de saúde do Distrito Federal atendeu mais da metade das vítimas em menos de uma hora, com 91,7% dos casos classificados como leves e soro antiveneno aplicado em 328 pacientes. Essa rapidez no socorro é crucial para minimizar complicações, conforme destacado por profissionais da área.

A rapidez no atendimento é essencial para evitar complicações. No Distrito Federal, hospitais, Unidades de Pronto Atendimento e Unidades Básicas de Saúde estão distribuídos de forma estratégica para facilitar o acesso da população.

— Geila Márcia Meneguessi, enfermeira

Práticas equivocadas, como tentar sugar o veneno ou aplicar torniquete, foram apontadas como erros comuns. A farmacêutica bioquímica Vilma Del Lama ressalta que o maior equívoco é não buscar atendimento médico imediato.

Há práticas equivocadas, como tentar sugar o veneno ou fazer torniquete no local da picada. O maior erro, porém, é não procurar atendimento médico.

— Vilma Del Lama, farmacêutica bioquímica

Medidas preventivas e recomendações

Para reduzir os riscos, moradores do Distrito Federal devem adotar medidas como manter residências limpas e inspecionar calçados e roupas antes do uso. A Secretaria de Saúde recomenda procurar assistência médica imediatamente após qualquer incidente com animais peçonhentos. Com o monitoramento contínuo, espera-se mitigar o impacto desses acidentes em anos futuros.

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