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Famílias relatam mortes suspeitas em hospital de Taguatinga após prisão de técnicos por injeções letais

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Hospital em Taguatinga com viaturas policiais e fita de isolamento, indicando investigação de mortes suspeitas.

Ao menos seis famílias procuraram a polícia para relatar mortes suspeitas no Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, após a prisão de três técnicos de enfermagem investigados por aplicação irregular de medicamentos e desinfetante na veia de pacientes. As mortes ocorreram entre 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025, e as prisões foram divulgadas recentemente. O caso ganhou destaque com a declaração do delegado Maurício Iacozzilli em 21 de janeiro de 2026, apontando para uma possível motivação psicopata no principal suspeito.

Detalhes das prisões e vítimas

Os técnicos de enfermagem presos são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, considerado o principal suspeito, Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa. Eles são investigados por aplicar irregularmente medicamentos e desinfetante na veia de pacientes na UTI, o que causou paradas cardíacas. Imagens de câmeras de segurança mostram as técnicas acompanhando ou dando cobertura ao suspeito principal durante os atos.

As vítimas confirmadas incluem Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos, João Clemente Pereira, de 63 anos, e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos. A polícia investiga se há mais mortes relacionadas em outros locais onde o principal suspeito trabalhou. As famílias das vítimas buscaram as autoridades após as prisões, levantando suspeitas sobre óbitos adicionais no Hospital Anchieta.

Hipóteses da investigação

A hipótese principal da polícia é que Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo seja um psicopata que cometeu os crimes por prazer. O suspeito alegou ter agido por estresse ou pena das vítimas, mas essas justificativas não se sustentam, segundo os investigadores. O delegado Maurício Iacozzilli destacou que as versões apresentadas pelos suspeitos apresentam inconsistências.

Até agora, essa é a hipótese mais forte. Os investigadores apuram ainda se o principal suspeito pode ter manipulado as outras duas técnicas para auxiliá-lo nos crimes. Uma delas estava em treinamento, tinha 22 anos, e estava no primeiro emprego; a outra era amiga do suspeito havia muitos anos.

A investigação também analisa se o principal suspeito manipulou as colegas. Uma delas, em treinamento e com 22 anos, estava no primeiro emprego, enquanto a outra era amiga de longa data do acusado.

Declarações e inconsistências

É isso que pode amarrar melhor o porquê desses crimes.

As justificativas não fecham. A professora aposentada de 75 anos estava consciente e havia sido internada por constipação intestinal. Não era uma pessoa em sofrimento intenso.

O delegado Maurício Iacozzilli enfatizou as falhas nas alegações dos suspeitos, citando o caso de Miranilde Pereira da Silva, que estava consciente e não sofria intensamente. A polícia continua apurando para confirmar se há mais vítimas e esclarecer completamente as motivações por trás dessas mortes suspeitas no Hospital Anchieta.

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