Moradores do bloco N da quadra 411 Norte, em Brasília, foram alertados por um grupo de mensagens sobre uma poça de sangue encontrada em uma área comum do condomínio, horas após um estupro e tentativa de feminicídio ocorridos na madrugada de sábado (20/12). De acordo com Cláudia Alves, de 51 anos, um servidor da limpeza descobriu o vestígio e notificou a síndica, que verificou as câmeras de segurança antes de repassar a informação aos residentes. Ninguém presenciou o incidente no local, e a Polícia Militar não havia sido acionada especificamente para investigar o sangue até aquele momento. A comerciante Andrea Alfaia, de 48 anos, proprietária da Alfaia Cerâmicas, relatou que episódios de criminalidade na região não são novos, citando furtos de carros e a necessidade de reforçar a segurança em seu estabelecimento, especialmente para aulas noturnas. Kerley Alessandra, moradora há 40 anos, destacou que brigas, confusões e uso de drogas são comuns, mas um estupro representou um impacto inédito, intensificando o medo e alterando rotinas, com orientações policiais para evitar circulações noturnas.
O crime aconteceu no pilotis de um bloco da quadra, onde Rafael Silva Lima, de 19 anos, atacou uma mulher que caminhava pela área, conforme imagens de câmeras que registraram o agressor ao lado da vítima antes da agressão. A violência durou cerca de 15 minutos, e a vítima foi encontrada com lesões graves na área comercial, sendo internada em estado gravíssimo no Hospital de Base do Distrito Federal, com risco de morte. Rafael foi preso em flagrante pela Polícia Militar na região, apresentando manchas de sangue, escoriações e um preservativo no órgão genital durante a revista, segundo o delegado Marco Farah, da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). A investigação da Polícia Civil do Distrito Federal aponta que vítima e agressor se conheciam e possivelmente estavam sob efeito de álcool ou substâncias, qualificando o caso como estupro e tentativa de feminicídio. Esse episódio reforça debates políticos sobre a segurança pública no Distrito Federal, com moradores cobrando medidas mais eficazes para combater a violência urbana recorrente.