quinta-feira , 15 janeiro 2026
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STF torna réus três acusados de tentativa de atentado com bomba no Aeroporto de Brasília

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra três homens envolvidos na tentativa de atentado com bomba no Aeroporto de Brasília, ocorrido na véspera do Natal de 2022. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes, tornando réus o empresário George Washington de Oliveira Sousa, Alan Diego dos Santos Rodrigues e o blogueiro Wellington Macedo de Souza. Esses indivíduos já haviam sido condenados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) por crimes relacionados, mas o processo foi remetido ao STF para julgar aspectos como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo. O julgamento ocorre de forma virtual e deve ser concluído até as 23h59 da próxima sexta-feira (19/12), quando a decisão será oficializada e uma ação penal será aberta para o julgamento do trio.

De acordo com a denúncia da PGR, Wellington Macedo de Souza dirigiu o veículo que transportou o artefato explosivo até o aeroporto, enquanto Alan Diego dos Santos Rodrigues confessou ter colocado a bomba em um caminhão-tanque estacionado no local. George Washington de Oliveira Sousa é acusado de adquirir R$ 60 mil em armamentos e explosivos, além de realizar pesquisas na internet sobre o tema, incluindo vídeos no YouTube e plataformas de compras, e de participar do planejamento do atentado. Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes destacou que condutas com o objetivo de aniquilar o pensamento crítico ou destruir o regime democrático são inconstitucionais, enfatizando a gravidade das ações que visam controlar ou eliminar a essência da democracia.

O caso remete à véspera do Natal de 2022, quando equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal e Polícia Civil atuaram para desarmar uma bomba acoplada a um caminhão-tanque próximo ao Aeroporto de Brasília, que poderia causar danos graves ou uma tragédia, conforme descrito pelo diretor-geral da Polícia Civil do DF na época, Robson Cândido. O artefato não foi detonado devido a um erro técnico, e os suspeitos foram identificados e presos no mesmo dia, com George Washington de Oliveira Sousa apontado como o principal planejador. A ação policial evitou uma potencial catástrofe, e agora o STF prosseguirá com o julgamento para determinar a responsabilidade penal dos envolvidos nos crimes federais associados.

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