quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Exportações de feijão brasileiro atingem novo patamar e influenciam políticas agrícolas

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As exportações brasileiras de feijão alcançaram um recorde em 2025, com 501 mil toneladas embarcadas até novembro, conforme dados do Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe). Esse avanço reflete mais de uma década de esforços no setor, consolidando o produto no mercado internacional. Diferentes tipos de feijão impulsionam esse crescimento, incluindo feijão-preto, mungo verde e preto, vermelhos, rajados, caupis e variedades especiais, enquanto o feijão-carioca permanece mais restrito ao mercado interno e de saudade. Essa expansão afeta toda a cadeia produtiva, ampliando a influência de referências externas na formação de preços, que antes se concentravam no atacado doméstico. Instituições como o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) respondem por mais de 60% das cultivares exportadas, com contribuições significativas dos pesquisadores Sérgio Carbonell e Alysson Chioratto desde 2005, superando desafios como a pirataria de sementes.

O trabalho se soma às equipes da Embrapa, focadas em caupis, e do IDR-Paraná, responsáveis por materiais de feijão-preto que atendem demandas de campo, qualidade e consumo. Esse novo patamar cria um piso mais estável para as vendas externas, tornando a exportação viável quando os preços internos caem, o que sustenta a demanda e reduz a intensidade das quedas, favorecendo o planejamento de área, tecnologia e comercialização. A maior presença de compradores internacionais eleva a disputa por qualidade, impulsionando melhorias em secagem, armazenagem e rastreabilidade.

A estratégia de expansão continua ativa, com projetos em parceria com a ApexBrasil agora incluindo o gergelim e mirando mercados como Arábia Saudita, Argélia, China, Colômbia, Egito, Israel, Indonésia, Jordânia, México e Singapura. O recente acordo fitossanitário com a Rússia reforça a busca por uma rede diversificada de importadores, reduzindo a dependência de poucos destinos e fortalecendo a posição geopolítica do agronegócio brasileiro.

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