O clima chuvoso de novembro tem sido um aliado para os produtores de mandioca no Paraná, conforme indica o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). As precipitações favoreceram o desenvolvimento das raízes e facilitaram o arranquio, acelerando uma colheita que avançava lentamente devido ao período seco entre agosto e outubro. Isso pode resultar em uma revisão da área efetivamente colhida neste ano, com parte das lavouras sendo postergada para 2026. Apesar de ocorrências isoladas de granizo e apodrecimento de raízes, o Deral afirma que esses problemas não impactam de forma significativa a produção, mantendo a expectativa de um novo recorde para 2025.
As estimativas preliminares apontam para uma produção de 4,2 milhões de toneladas no próximo ano, superando as 3,7 milhões de toneladas colhidas em 2024. No mercado, os preços mostram uma melhora: em novembro, as cotações ficam próximas à média de outubro, quando os produtores receberam R$ 543,57 por tonelada, valor 8% superior ao de setembro (R$ 502,19), embora ainda 10% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior (R$ 602,07). Esse patamar cobre os custos operacionais e tem motivado os agricultores a expandir a área cultivada para a safra de 2026, sinalizando um otimismo no setor agropecuário paranaense.
Esses dados refletem como as políticas estaduais de apoio à agricultura, por meio de órgãos como o Deral e a Seab, podem influenciar a resiliência do campo frente a variações climáticas, impactando diretamente a economia local e o abastecimento nacional. Para os jovens interessados em temas como sustentabilidade e desenvolvimento rural, o boletim atualizado, previsto para 27 de novembro, trará mais detalhes sobre essas projeções.