quinta-feira , 15 janeiro 2026
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COP30 encerra com avanços em adaptação climática e debate sobre fim dos combustíveis fósseis

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A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada sob presidência brasileira, concluiu suas negociações neste sábado (22) com progressos significativos na agenda de adaptação e na implementação de ferramentas climáticas internacionais. O embaixador André Corrêa do Lago destacou a redução de mais de 100 indicadores iniciais para 59 no pacote de adaptação, com discussões adicionais planejadas para junho em Bonn, na Alemanha. Ele também enfatizou o papel do discurso do presidente Lula em centralizar o debate sobre a eliminação da dependência de combustíveis fósseis, abrindo caminhos para uma agenda estruturante, mesmo sem consenso total. A secretária-executiva Ana Toni reforçou os consensos alcançados em meio a tensões geopolíticas, incluindo a aprovação de 29 documentos e 120 planos de aceleração em setores como combustíveis comerciais e indústria verde, além de avanços no financiamento internacional para adaptação até 2035.

A negociadora-chefe Liliam Chagas apontou o fortalecimento do Acelerador Global de Ação Climática como um espaço permanente para medidas concretas e a criação de um fórum internacional sobre comércio e clima, de interesse para o Brasil. Ela destacou inovações como o reconhecimento de grupos afrodescendentes como vulneráveis e o papel das terras indígenas na proteção de sumidouros de carbono. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sublinhou a importância da solidariedade para países em desenvolvimento na transição energética e no fim do desmatamento, mencionando o mecanismo TFF para alavancar investimentos privados na proteção florestal. Silva considerou que a COP30 ampliou a compreensão pública sobre as mudanças climáticas, incorporando contribuições das populações amazônicas e oferecendo um legado de beleza e vida da região.

No geral, a conferência representou passos firmes em direção a uma implementação concreta do Acordo de Paris, com foco em vulnerabilidades e transições justas, apesar de desafios persistentes.

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