O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quarta-feira (19), traz boas notícias para os produtores de milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul. No Noroeste Colonial, as lavouras estão iniciando a formação de espigas com excelente desenvolvimento, apontando para rendimentos produtivos promissores. Já no Médio Alto Uruguai, áreas afetadas por granizo estão sendo preparadas para ressemeadura, e o plantio segue de forma escalonada para minimizar riscos ligados ao fenômeno La Niña. Para a safra 2025/2026, a projeção é de uma área total de 366.067 hectares com produtividade estimada em 38.338 kg/ha, o que pode impulsionar a economia rural e atrair olhares de jovens empreendedores interessados em agricultura sustentável.
Na região de Erechim, metade dos cultivos está em fase de crescimento vegetativo, enquanto a outra metade inicia o pendoamento, com a silagem sendo vendida a R$ 650,00 por tonelada – um valor que reflete a demanda crescente e pode inspirar novas gerações a investir no setor. Em Pelotas, as lavouras mostram boas condições sanitárias e permanecem em crescimento vegetativo, com área prevista de 17.813 hectares para esta safra. Por fim, em Santa Maria, a semeadura já atingiu 65% dos 11.485 hectares projetados, destacando o ritmo acelerado apesar dos desafios climáticos.
Esses dados indicam um cenário positivo para o milho de silagem, essencial para a pecuária leiteira e de corte, e podem influenciar discussões sobre políticas agrícolas no estado, especialmente em um momento em que jovens buscam oportunidades no campo com foco em resiliência ambiental.