A segunda semana da COP30, em Belém (PA), inicia com a chegada de ministros de Estado para substituir os assessores técnicos que conduziram as negociações iniciais. Esses líderes precisam resolver impasses pendentes, como a nova meta de financiamento climático, que eleva a promessa anual de US$ 100 bilhões para US$ 300 bilhões. Enquanto isso, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, um veterano na luta ambiental, marcou presença na conferência e acusou a Arábia Saudita de obstruir avanços. Em entrevista ao Financial Times, Gore afirmou que o país busca proteger sua renda vinda de combustíveis fósseis, principais causadores da crise climática. O chanceler alemão Friedrich Merz, que esteve em Belém para a Cúpula dos Líderes e um encontro com o presidente Lula, expressou desdém pela capital paraense em um discurso no Congresso Alemão do Comércio, destacando o alívio dos jornalistas ao retornarem à Alemanha, descrita por ele como um dos países mais bonitos do mundo.
Em paralelo, o governo brasileiro lançou um plano ambicioso para expandir a arborização em áreas urbanas, liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A iniciativa visa adicionar 360 mil hectares de áreas verdes nas cidades até 2045, como estratégia contra as mudanças climáticas. Metas incluem garantir que todos os bairros tenham pelo menos 30% de cobertura verde e que moradores vivam a no máximo 300 metros de uma área arborizada. No fim de semana, a AgriZone atraiu mais visitantes comuns, especialmente no domingo, quando foi o único polo principal aberto, contrastando com o foco em painéis durante a semana. Esses desdobramentos destacam o equilíbrio entre negociações políticas globais e ações locais na COP30, que continua atraindo atenção internacional.