segunda-feira , 12 outubro 2026
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Eduardo Bolsonaro torna-se réu no STF por supostas pressões dos EUA contra o Brasil

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O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi declarado réu por unanimidade na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), após a aceitação de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). A acusação aponta que ele atuava nos Estados Unidos para promover tarifas sobre exportações brasileiras e sanções econômicas contra ministros do STF e outras autoridades do governo federal. Essa decisão veio com o voto da ministra Cármen Lúcia neste sábado (15/11), completando a maioria formada na véspera pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Para jovens que acompanham a política brasileira, isso representa um novo capítulo na saga de investigações ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mostrando como ações internacionais podem influenciar processos judiciais no país.

De acordo com a PGR, Eduardo Bolsonaro, junto ao blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo – neto do ex-presidente João Baptista Figueiredo, da época da Ditadura Militar –, tentava interferir no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, descreveu a estratégia como uma forma de criar insegurança e ameaças, projetando represálias estrangeiras e isolamento diplomático para o Brasil. Eles se apresentavam como articuladores dessas sanções e condicionavam sua interrupção à não condenação criminal de Jair Bolsonaro. Essa abordagem, segundo Gonet, visava atrapalhar o andamento do caso.

A Primeira Turma do STF analisou apenas a aceitação da denúncia, o que abre caminho para uma ação penal onde o mérito será julgado, podendo resultar em absolvição ou condenação. A denúncia contra Paulo Figueiredo foi separada e será discutida em outro momento. O Correio tentou contato com representantes de Eduardo Bolsonaro para comentar a decisão unânime, mas não obteve resposta até o momento. Esse caso destaca como a política brasileira continua entrelaçada com questões internacionais, algo que pode impactar diretamente o futuro de figuras públicas e o debate sobre democracia no país.

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