O Distrito Federal está prestes a dar um salto na modernização do transporte público, com a chegada de 90 ônibus elétricos até 2026. O investimento do governo local ultrapassa os R$ 300 milhões, já que cada veículo custa em média R$ 3,4 milhões – valor cinco vezes superior ao de um ônibus convencional. Fabricados pela empresa chinesa CRRC, os coletivos são montados em Qingdao e resultam de negociações conduzidas pela Piracicabana. Um deles já está em fase de testes e deve desembarcar na capital no final de 2025, enquanto as demais unidades começam a chegar a partir de março de 2026. Essa iniciativa reflete o compromisso do GDF com a sustentabilidade e a eficiência urbana, alinhando-se a demandas crescentes por opções de mobilidade mais limpas e acessíveis.
Além da aquisição dos veículos, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) planeja investir cerca de R$ 20 milhões na instalação de 12 carregadores em uma nova garagem próxima ao Terminal da Asa Sul (TAS), com obras a cargo da Piracicabana iniciando em breve. Essa infraestrutura é essencial para suportar a operação da frota, que deve beneficiar cerca de 60 mil passageiros por dia. As linhas atendidas incluirão trajetos da Rodoviária do Plano Piloto ao TAS, passando pela Esplanada dos Ministérios, Setor de Autarquias e Tribunais, UnB, Noroeste, W3 e L2 Sul e Norte, além do Aeroporto. Atualmente, o DF já opera seis ônibus elétricos nas linhas 109.3 e 109.4, transportando mais de 100 mil passageiros mensalmente, o que demonstra o potencial de expansão para um sistema mais ecológico e eficiente.
Para os jovens que dependem do transporte público diário, essa novidade representa não só uma redução na poluição, mas também uma melhoria na qualidade das viagens urbanas, integrando tecnologia moderna a rotas essenciais da capital. O projeto posiciona o DF como referência em políticas de mobilidade sustentável, priorizando investimentos que impactam diretamente a rotina da população.