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COP30 em Belém: desafios climáticos globais sob os holofotes do Brasil

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A COP30, a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, inicia oficialmente hoje em Belém, reunindo representantes de 194 países e da União Europeia, além de organizações como o Greenpeace. Marcando dez anos do Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento global a 1,5°C, o evento ocorre em meio a tragédias ambientais recentes no Brasil, como o tornado no Paraná e chuvas no Sul. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o protagonismo brasileiro na agenda climática durante a cúpula da semana passada, prometendo renovar compromissos e adotar medidas adicionais para fechar a lacuna entre discursos e ações reais. No entanto, o Brasil enfrenta críticas pela autorização de exploração de petróleo na Margem Equatorial, que contraria a transição energética global. Lula participará da abertura, conduzida por Simon Stiell, secretário-executivo de Mudanças Climáticas da ONU, que alertou para a urgência de ações contra eventos como o Furacão Melissa e tufões na Ásia.

Especialistas apontam chances limitadas de avanços concretos devido à ausência dos Estados Unidos, que abandonaram o Acordo de Paris, criando lacunas no financiamento climático. Um estudo do Programa da ONU para o Meio Ambiente indica que, mesmo com as Contribuições Nacionalmente Determinadas atuais, o mundo caminha para um aquecimento de 2,3°C a 2,5°C até o fim do século. Anna Cárcamo, do Greenpeace Brasil, enfatiza a necessidade de países desenvolvidos assumirem mais responsabilidade financeira, como no plano de US$ 1,3 trilhão anual discutido na COP29. Ela vê o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), impulsionado pelo Brasil com meta de US$ 10 bilhões até 2026, como um passo positivo, mas cobra melhorias, como alocação mínima de 20% para povos indígenas. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, clama por ambições maiores em sua carta convocatória.

A conferência espera atrair 50 mil pessoas e divide-se em Zona Azul, para negociações oficiais, e Zona Verde, aberta ao público para diálogos sobre inovação sustentável. Eventos paralelos incluem a Casa do Seguro, montada pela Confederação Nacional das Seguradoras, com foco em resiliência climática através de temas como infraestrutura e energias renováveis. Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, descreve o espaço como uma plataforma para soluções sociais, enfatizando o papel do seguro na prevenção e adaptação a desastres.

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