Com o recente acordo comercial entre Estados Unidos e China definindo novas bases para o comércio agrícola, o mercado de soja agora direciona sua atenção para a colheita americana, que promete influenciar os preços globais. Aurélio Pavinato, CEO da SLC Agrícola, destacou em uma teleconferência com analistas que a área plantada nos EUA foi reduzida em 7%, resultando em uma produção global apenas 2 milhões de toneladas acima do consumo – um dos menores saldos recentes. Esse cenário se assemelha ao da safra 2020/21, com superávit de 2,5 milhões de toneladas, conforme dados do USDA. Para jovens interessados em economia global, isso significa que flutuações no suprimento podem afetar desde o custo de alimentos até negociações internacionais, criando oportunidades para entender como políticas comerciais impactam o dia a dia.
No Brasil, a SLC Agrícola já se posiciona estrategicamente, fixando 48% de sua produção de soja para a safra 2025/26 a US$ 11 por bushel e 35% a um câmbio de R$ 5,92. A empresa expandiu sua área plantada de soja em 14%, totalizando 431 mil hectares, enquanto o agregado de soja, milho e algodão cresceu 13,6%. O milho, em particular, viu um aumento de quase 30%, alcançando 159 mil hectares. Com mais de 836 mil hectares no total, a SLC mitigou o impacto do custo de fertilizantes, que subiu 9,7% para R$ 7,7 mil por hectare, graças a um pacote tecnológico aprimorado para maximizar a produtividade. Esses movimentos refletem adaptações ao cenário pós-acordo, oferecendo lições sobre resiliência agrícola em um mundo de incertezas econômicas.