sexta-feira , 9 outubro 2026
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Produção de ovos no Brasil projeta alta de até 5% em 2026 com custos menores e foco no consumo interno

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A produção brasileira de ovos está prestes a ganhar fôlego nos próximos anos, com um crescimento projetado entre 4% e 5% ao ano até 2026, segundo relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA. Esse avanço é impulsionado por custos mais baixos de ração, graças a uma safra maior de milho que deve elevar os estoques e reduzir preços internos no início do ano que vem. Para vocês que acompanham o dia a dia econômico, vale notar que no primeiro semestre de 2025 o país produziu 2,447 bilhões de dúzias de ovos, um aumento de 7,6% em relação ao ano anterior, conforme dados do IBGE. Desse total, 83% foram para o consumo doméstico, que cresceu 9,2%, enquanto a produção para incubação subiu apenas 0,8%. O alojamento de pintainhas, que indica a oferta futura, cresceu 1,6% até agosto, com 94,4 milhões de cabeças.

Mesmo com a queda nos preços após o pico sazonal no início do ano, as margens dos produtores se mantiveram positivas. No atacado, a caixa de 30 dúzias chegou a R$ 248 em março e caiu para R$ 173 em outubro, enquanto ao produtor o valor passou de R$ 204 para R$ 142. Essa redução foi compensada pela queda de 27% no preço do milho desde março, com a soja estável. As exportações, que representam menos de 1% da produção, cresceram 44,8% até setembro, somando 46 mil toneladas, apesar de tarifas nos Estados Unidos e um surto de gripe aviária no Rio Grande do Sul que fechou mercados temporariamente. Destinos como México, Japão e Emirados Árabes Unidos aumentaram as compras, abrindo espaço para mais expansão se o mercado americano se recuperar.

O consumo interno continua sendo o grande motor do setor, com 269 unidades per capita em 2024, crescendo 4% ao ano na última década, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O mercado de postura no Brasil é fragmentado, com variações em tecnologia e gestão, o que cria oportunidades para eficiência e consolidação, apoiadas por margens positivas e custos menores. A sanidade avícola é crucial, com recomendações para reforçar biosseguridade e vigilância, garantindo o status sanitário e o acesso a mercados internacionais.

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