quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Produção de cana-de-açúcar no Brasil revela mudanças no setor agroenergético

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As unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 34,04 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de outubro, mantendo-se praticamente estável em comparação com as 33,94 milhões de toneladas do mesmo período na safra anterior. No acumulado da temporada 2025/2026, até 16 de outubro, a moagem totalizou 524,96 milhões de toneladas, representando uma queda de 2,78% em relação às 539,98 milhões do ciclo passado, de acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). Atualmente, 255 unidades estão em operação, incluindo 234 dedicadas ao processamento de cana, dez à produção de etanol a partir de milho e onze usinas flexíveis. Isso é ligeiramente inferior às 258 unidades ativas no ano anterior, com 18 usinas já tendo encerrado a moagem nesta safra, contra 12 no período equivalente anterior. A qualidade da matéria-prima também mostrou uma leve redução, com o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingindo 158,78 kg por tonelada na quinzena, uma queda de 0,96% frente aos 160,32 kg do ciclo anterior. No acumulado, o indicador soma 137,53 kg por tonelada, recuo de 3,4%.

A produção de açúcar na quinzena chegou a 2,48 milhões de toneladas, totalizando 36,02 milhões no acumulado da safra, com um aumento de 0,89% sobre o ciclo 2024/2025. No entanto, a proporção de cana destinada ao açúcar caiu de 51,3% para 48,2%, com reduções mais acentuadas em São Paulo (-3,4 pontos percentuais) e no Paraná (-9,1 pontos). Segundo Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, essa tendência de menor direcionamento para o açúcar, observada desde setembro, agora afeta polos tradicionais. Já a produção de etanol na quinzena foi de 2,01 bilhões de litros, com 1,24 bilhão de hidratado (queda de 5,61%) e 771,72 milhões de anidro (aumento de 6,93%). No acumulado, totaliza 25,04 bilhões de litros, recuo de 8,23%. O etanol de milho representou 18,41% do total na quinzena, com 370,56 milhões de litros e crescimento de 4,94%, somando 4,85 bilhões desde o início da safra, avanço de 17,23%. As vendas de etanol na quinzena foram de 1,45 bilhão de litros, com quedas no hidratado e aumentos no anidro, totalizando 18,97 bilhões no acumulado, queda de 2,05%.

No mercado de créditos de descarbonização (CBios), a B3 registrou até 29 de outubro a emissão de 35,56 milhões de títulos em 2025, com volumes disponíveis e aposentados representando cerca de 105% da meta do programa RenovaBio para este ano, destacando avanços na agenda de bioenergia sustentável no país.

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